sábado, 4 de julho de 2009

Mosaico

DIVERSIDADE NA ESCOLA




Ao realizar a atividade de construção do mosaico, proposta pela disciplina Questões étnico-raciais na educação, observei que realmente as crianças também participam do processo de “racismo” e não aceitam serem de outra cor que não a “branca”.
Primeiramente vou descrever a atividade: Como atuo em um primeiro ano, trabalho com crianças de 6 anos, então propus uma atividade bem simples, mas que para mim disse muito. Escolhi alguns pedaços de papeis que para mim poderiam descrever mais ou menos a cor de pele de meus alunos. Branco, para representar a pele branca. Pardo, para representar a pele parda e o preto ou cinza bem escuro para representar a pele negra. Então pedi pára que eles escolhessem os papéis que achassem que era parecido com a cor de suas peles. Fiquei bastante impressionada, quando mesmo os alunos negros, que são dois, não quiseram pegar os papéis pretos, nem mesmo os que eu havia pensado que se achariam pardos. E os considerados por mim brancos, foram ao armário e pediram os papéis rosa e me disseram que aquele rosa era “cor de pele”. Então o trabalho ficou assim: rosa para os que se consideraram brancos e o rosa mais escuro para aqueles que somente não se consideraram brancos.
Após esta atividade e ao ficar bastante preocupada com tal situação tive uma conversa aberta com a turma, também li para eles um pequeno texto “ Existe fada negra?” de Leni Vieira Dornelles e que basicamente fala que a interação de crianças exclusivamente com bonecas que se apresentam com a raça, a geração e o corpo tidos como normais vem produzindo nessas crianças efeitos que mostram que tudo o que foge desse normal é feio, é do mal, é sujo. Você concorda com isto??

terça-feira, 30 de junho de 2009

Estadios do desenvolvimento

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Estágios do desenvolvimento e suas características

PERIODO SENSÓRIO MOTOR (0 A 2 ANOS) período compreendido do nascimento até o aparecimento da linguagem, mais ou menos,em torno dos 2 anos, caracterizando-se por ser a inteligência sensório-motora, exclusivamente prática, com a capacidade de representação da realidade, através de ações mediante a percepção e os movimentos como sucção, movimento dos olhos, adquirindo habilidades.

PERIODO PRÉ-OPERATÓRIO (2 A 7 ANO

Este período compreende dos 2 aos 7 anos de idade, em média, caracterizando-se pela capacidade de representação da realidade ou função simbólica, manifestando-se pela imitação diferida, desenho, imagem mental, jogo simbólico, linguagem, sons e devaneios. A capacidade simbólica neste período é marcada pelo egocentrismo, pois a criança não é capaz de lidar com idéias diferentes das suas e seu pensamento tende a centrar-se em um único aspecto da realidade. Com isto, não consegue reverter relações que para ela são absolutas, ou seja, não consegue percorrer um caminho cognitivo .

. OPERATÓRIO CONCRETO (7 A 11/12 ANOS)

O inicio neste período ocorre com a construção da capacidade de reversibilidade, tornando-se capaz de realizar ações mentais, capaz de compreender a respeito do ponto de vista do adversário, procurando justificação ou provas para afirmação própria. Neste período são construídas as operações lógicas de classificação e seriação, conservaçao física de substâncias, peso e volume e também conservações espaciais de comprimento, área e volume.

OPERATÓRIO FORMAL 11-12 ANOS em diante. O período operatório formal permite trabalhar com o pensamento hipotético dedutivo e estabelecer relação entre diferentes teorias, buscando relações com os mais diferentes campos do conhecimento. É ai que a criança adquiri a capacidade de criticar e discutir os valores morais adquiridos de seus pais e constrói os seus .

Leitura e reflexão do ensaio de Adorno

Concordo plenamente com a solução que o autor sugere, para que não criemos chances, nem dermos margens a nenhum tipo de repetição do ocorrido, precisamos investir em educação, e como diz o texto, primeiramente na educação infantil e apo´s em esclarecimentos gerais, como espiritual, social e cultural, para que as pessoas se tornem conscientes do ocorrido e que não queiram nunca tal repetição.
Deve-se também promover mecanismos de esclarecimentos sobre os atos acontecidos, evitando assim a reincidência de tais atos tão agressivos.
Somente a educação trabalharia sobre a inconsciência das pessoas e seriam estas dissuadidas de carentes de reflexão sobre si mesmos de atacarem os outros.
De acordo com o texto, do ponto de vista sociológico, somente pessoas fracas podem ser persuadidas a fazerem o mal ou aceitarem o mal para si próprio, então ao ensinarmos as pessoas a amar a si mesmos e aos outros, estas criarão força moral e não se sentirão mal amadas e assim preocuparão-se mais com o próximo e não aceitarão maldades e injúrias contra si e aos seus próximos .
Sendo assim , quando as pessoas aprenderem a amar suficientemente, aprenderão a se preocupar com o bem estar e os interesses dos seus próximos e assim proporcionarão a si e aos outros uma coletividade relativamente civilizada.
Trazendo isto aos dias de hoje, acredito que nós professores somos muito responsáveis no que diz respeito para que esta barbárie realmente não se repita, fazendo o possível, para que desde a educação infantil os alunos sejam amáveis entre si, evitando a frieza e o desamor, entre eles próprios e para com o próximo, evitando nas escolas as brincadeiras de mau gosto, como debochar de um colega, fazer comentários bobos sobre vestimentas, tipo de cabelo, cor de pele, etnias ou condições sociais, pois estas brincadeiras de mau gosto, acabam sendo a preferida de muitas crianças, hoje em dia. Acabando com estas e outras brincadeiras tipo sádicas, estaremos contribuindo para que crianças, não se sintam perseguidas e já desde pequenas, não sintam-se menos que outras ou menosprezadas e assim desconfiantes em si, medrosos e assim de fácil manipulação.

APRENDIZAGEM

Hoje ao ler minha postagem sobre o que é aprendizagem e conhecimento, vejo que respondi estas questões de forma Empirista, isto é de uma forma de explicação da gênese do desenvolvimento do conhecimento,e ao ler o texto solicitado vejo agora que minha resposta está desatualizada e como diz o texto, “grosseiramente” errada, pois o aluno não é um papel em branco, mas como minha idade mostra, fui educada nos anos 70, mas com o passar das disciplinas deste PEAD, e agora com este novo enfoque da psicologia, pude notar perfeitamente onde me equivoquei.
Com a seguinte frase do texto “o professor ensina e o aluno pergunta; qual é a tua dúvida?”, retrata aquilo que respondi, lá no primeiro semestre, sem nenhum suporte teórico “conhecimento a aprendizagem e a sua continuação ocorre na escola sob orientação do professor que as estimula para quere saber sempre mais.”, claro que aqui falo da estimulação do professor, mas desconfio que continuo na mesma fala “fixismo, repetição e reprodução”, até me envergonho de minha resposta, mas nunca é tarde para mudarmos.
Agora falando um pouco sobre a pedagogia não diretiva, desta forma minha filha, hoje com 24 anos foi alfabetizada, era a moda, o tão falado “contrutivismo”,mas que foi realizado erroneamente por certos educadores que não souberam interpretar aquilo que deveriam fazer, onde era o aluno que delimitava tudo, e para mim, virou uma bagunça, minha filha é prova disto pois apresentou serias seqüelas em sua alfabetização e posteriormente em seu aprendizado, e como diz o próprio texto “o resultado é um processo que caminha inevitavelmente para o fracasso, com o prejuízo imposto a ambos os pólos”, portanto o aluno não aprende e o professor não ensina nada.
Finalmente, agora comparo minha resposta a pedagogia relacional,esta é a verdadeira educação construtivista, pois é a partir dela que o aluno constrói seu conhecimento e seu aprendizado, bem ao contrario de como me expressei ao responder as questões do primeiro eixo. Aqui é o aluno que interage com o saber formalizado, é a mistura da bagagem hereditária com o conteúdo que é assimilado do meio físico ou social. Assim gostaria de me inserir cada vez mais nesta proposta relacional pedagógica.

Preconceito

Questões etnico-raciais
A sociedade brasileira caracteriza-se por uma pluralidade étnica, sendo esta produto de um processo histórico que inseriu num mesmo cenário três grupos distintos: portugueses, índios e negros de origem africana. Esse contato favoreceu o intercurso dessas culturas, levando à construção de um país inegavelmente miscigenado, multifacetado, ou seja, uma unicidade marcada pelo antagonismo e pela imprevisibilidade.
Apesar do intercurso cultural descrito acima, esse contato desencadeou alguns desencontros. As diferenças se acentuaram, levando à formação de uma hierarquia de classes que deixava evidentes a distância e o prestígio social entre colonizadores e colonos. Os índios e, em especial, os negros permaneceram em situação de desigualdade situando-se na marginalidade e exclusão social, sendo esta última compreendida por uma relação assimétrica em dimensões múltiplas – econômica, política, cultural. Sem a assistência devida dos órgãos responsáveis, os sujeitos tornam -se alheios ao exercício da cidadania.
Esse acontecimento inicial parece ter de algum modo subsistido, contribuindo para o quadro situacional do negro. O seu cotidiano coloca-o frente à vivência de circunstâncias como preconceito, descrédito, evidenciando a sua difícil inclusão social. Sendo assim, busca-se por meio deste trabalho compreender como são construídas as relações raciais num dos espaços da superestrutura social do país, que é a escola, e como ela contribui para a formação da identidade das crianças negras